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Adolescência não é um padrão

Publicado em 11/03/2026

A adolescência parece ser pensada como uma fase fixa, na qual os adolescentes apresentam uma estrutura semelhante e comportamentos iguais. Mas a adolescência carrega em si uma diversidade estrutural de adolescente para adolescente, assim como ocorre com cada indivíduo, cada um com sua individualidade e subjetividade. Cada um vem de uma estrutura familiar, socioeconômica e cultural particular. Mesmo em uma mesma família, cada adolescente vai se comportar a partir das suas características pessoais. Esta reflexão, até aqui, parece muito óbvia. Porém, reforço este argumento para alertar aos adultos, que tendem a enquadrar a adolescência como uma tábua rasa de comportamentos esperados.


O risco da padronização e da patologização


Um olhar diferenciado desde a configuração das diferentes etapas que perpassa a adolescência, até a maneira com que se manifestará para cada um em cada etapa e seus comportamentos. É muito comum vermos definições diagnósticas sobre transtornos emocionais por episódios esporádicos de manias, até crises psicóticas e/ou estados crônicos depressivos. Se a intervenção médica for baseada na patologização do quadro, uma marca poderá ser definida para o resto da vida.


As etapas do desenvolvimento na adolescência


As múltiplas faces da adolescência passam pelo viés de uma pré-adolescência que ainda encontra o ser no estágio criança - com o desejo de já ser adulto e contando as horas para assumir-se adolescente - sendo cobrado por não mais atuar como criança e criticado por já querer sua própria autonomia.


Já na etapa de adolescência propriamente dita (a partir dos 13 anos), a ebulição dos fantasmas infantis dos primeiros anos de vida que configuram processos de construção da estrutura psíquica vem na forma da ação, deflagrando uma gama enorme de possibilidades comportamentais que podem ir desde a passividade total até a sociopatia perversa. De ser um jovem tranquilo e cheio de projetos até se sentir um fracassado.


E, no anúncio de uma vida adulta que está mais próxima (quando já adentra os 18 anos), surgem as muitas expectativas (ou baixas projeções) e/ou a dificuldade de se projetar. Enfim, uma gama de possibilidades que pode levar desde a dependência familiar e a paralisia para avançar nos estudos e/ou numa profissão até o desejo de se fazer o melhor profissional do mundo.


O papel dos adultos diante das singularidades


Enfim, é necessário aos adultos que convivem com adolescentes saberem das diferentes etapas e formas que cada adolescente consegue lidar com seus próprios estágios de desenvolvimento. É preciso ver a pessoa como ela é, no seu histórico e na sua realidade situacional atual. Acolher na diferença e fugir o máximo possível de comparações estereotipadas marcadas por padronizações comportamentais, onde só de se dizer adolescente, se tem uma pré definição do que virá.


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