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Depressão: Duas práticas terapêuticas para o tratamento

Publicado em 08/04/2026

A depressão continua batendo à porta de muita gente e, mais recentemente, adentra a vida de adolescentes, os quais chegam a mais de 40% com sintomas desta condição. As práticas de tratamento seguem, em maior tendência, pelo controle medicamentoso, tendo o processo de psicoterapia contínua como outra opção na cura da depressão. Porém, esta segunda não é praticada nem por 4% dos que estão com depressão e, como remédio não pensa, esta unilateralidade para o tratamento da depressão não tem trazido muitos resultados.


A expansão da depressão e os limites do tratamento atual


Além disso, o acesso ao processo psicoterápico é muito difícil. O SUS não tem oferecido profissionais de Psicologia em quantitativo suficiente à demanda, e os planos de saúde restringem muito seu acesso, inclusive delimitando o processo de psicoterapia a períodos curtos. As IAs estão se fazendo de terapeutas e os resultados são catastróficos, gerando até a dependência dos usuários. Plataformas que oferecem serviço de Psicologia remuneram mal os profissionais, impossibilitando um processo regido por critérios técnicos.


Se o processo de tratamento encontra seus limites para a depressão, é preciso visualizar outras formas de práticas que podem somar, tanto para quem não está conseguindo o acesso quanto para quem já faz o tratamento com medicação e psicoterapia. As práticas associativas para além deste enquadre Médico/Psicológico, sem dúvida somam de forma vertiginosa na cura da depressão. É o caso da atividade física (principalmente de caráter aeróbico), que pode reduzir em até 40% a medicação psiquiátrica em um tratamento. O processo alimentar, saúde do sono, lazer criativo, convivência em grupos e uma religião sem repressão também podem colaborar no processo de cura. Sendo assim, quero trazer aqui duas práticas que, a meu ver, podem colaborar de forma acentuada na cura da depressão.


O nascer do sol como prática terapêutica


A primeira é a contemplação do nascer do sol, de preferência nos primeiros raios de luz. Para tanto, é necessário acordar bem cedo (geralmente por volta das cinco) e estar em um local aberto onde possa ser atingido pelos raios do sol nascente. Esta prática traz a potência da claridade e a força do dia que nasce, além de vários benefícios para o metabolismo corporal. O problema é conseguir fazer com que uma pessoa com depressão se levante muito cedo da cama, pois dois sintomas tradicionais da depressão são a imobilidade e o isolamento. Neste sentido, as pessoas que estão na convivência de uma pessoa portadora da depressão precisam ser elemento de ajuda e condução para que esta prática faça parte do processo de tratamento.


O pôr do sol e o enfrentamento da angústia


A segunda prática terapêutica favorável ao tratamento da depressão é o parar em um ambiente aberto no qual o céu possa ser visto para contemplar o pôr do sol. Esta prática carrega em si o benefício das múltiplas cores que surgem no entardecer, como se fosse uma pintura artística no céu. Traz a conotação da alegria e de um dia que se despede, pois faz-se um ciclo de vida. Além, é claro, dos benefícios também para o metabolismo corporal. Mas esta prática vai se deparar com um outro desafio de driblar um forte sintoma da depressão, que é a angústia. E, geralmente, a angústia é um sintoma que vem com força ao entardecer, pela noite escura que se espera, evocando também as vivências traumáticas de vínculos afetivos que, na história de cada um, geralmente são experiências vividas na noite - desde os pais distantes pelo trabalho e que a noite estão exaustos e impossibilitados de oferecerem o afeto tão esperado pelos filhos até pela noite representar separação, desligar para uma situação que não se tem controle do que vem. Aqui, cabe também o apoio de quem estiver por perto para incentivar esta prática.


Estas duas sugestões simples servem muito para processos preventivos de depressão, mas são práticas pouco vivenciadas como hábito no cotidiano da Sociedade, principalmente urbana. Há estudos que comprovam que pessoas que moram em regiões litorâneas com vista para o mar tendem a desenvolver melhor estrutura de humor e há uma lógica aqui, pois do mar se percebe que o nascer e o pôr do sol são verdadeiros espetáculos da natureza que remetem o olhar para o horizonte, fator que colabora na mudança de rumo do olhar depressivo.


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