Dependência das telas: Como se prevenir?Publicado em 27/05/2026 Somos usuários vorazes das telas, passando horas por dia imersos nelas sem pausas. No entanto, quando paramos para pensarmos na possibilidade de sermos dependentes, surge a dúvida: Será que as telas causam dependência mesmo? Primeiro, vamos entender a dependência como aquilo na qual não conseguimos ficar sem, dentro de uma perspectiva de costumes e hábitos. Também é necessário entender que a dependência é a ausência de autonomia, uma muleta existencial sem a qual não conseguimos nos mover. Sabemos que somos dependentes de algo quando não conseguimos nos abster. Negar é parte da dependência Assumir uma dependência, de fato, não é tão fácil. Geralmente, o dependente sempre vai dar uma justificativa, tipo “eu bebo bebida alcoólica socialmente”. No caso das telas, vem sempre com o argumento “mas preciso estar informado”, “meus filhos podem me ligar”, “vejo pouco, só o necessário”, entre outros tantos. Mas, na maioria das vezes, ao olhar para o tempo de uso do celular, a média ultrapassa muito aquilo que a pessoa argumenta em sua defesa. Mas por que as telas causam dependência? Pelo fato de que os conteúdos que nelas assistimos são muito dinâmicos, visualmente atraentes e nos colocam antenados no mundo em segundos. Conteúdos prontos que não exigem esforço de busca. Também, pelo fato de que temos uma região do cérebro (o hipocampo) que associa prazer às imagens e, com o uso excessivo de telas, sentimos a necessidade deste prazer decorrente. E por telas, me refiro a todos aparelhos eletrônicos que nos colocam em contato com imagens, como: tv, celular, tablet, laptops, etc. Sinais de alerta E como você pode identificar se já está no grupo dos dependentes de telas? É relativamente simples: Quando seu celular está distante de você, sente uma ansiedade como se estivesse faltando algo? Fica muito tempo rolando telas sem se fixar a algum conteúdo e não sabendo definir o que busca, passando horas nesta ação? Se pega fixado a programas, séries ou filmes, assistindo vários num mesmo dia? Deixa de sair por alguma programação televisiva e se pega madrugando em jogos e ou vídeos de conteúdo? Os sintomas psíquicos da dependência que observo com mais frequência são: Baixo desejo de busca de conhecimento, perda de memória e diminuição do potencial cognitivo, isolamento social, perda de afetos e vínculos afetivos e, consequentemente, depressão e/ou ansiedade. Diante da presença dos comportamentos e sintomas psíquicos listados acima, você deverá se fazer as seguintes perguntas: Desejo não desenvolver a dependência das telas? Apresento algum comportamento e/ou sintoma acima descrito? O primeiro passo para sair de uma dependência é reconhecer que se é dependente. Para tomar atitudes preventivas, é necessário reconhecer que, sim, as telas causam dependência. A partir daí, colocar pelo menos alguns critérios de prevenção, como: Limitar tempo diário de uso das telas; Intermediar ações sem telas e, nos dias de descanso, ficar longe delas e buscar ações que exijam de você um gasto de energia corporal; Não colocar telas no quarto para que, além de prevenir a dependência das telas, evitar o distúrbio do sono; Aumentar as atividades manuais e as interações sociais presenciais, principalmente em dias de descanso e/ou após o trabalho. A partir desta percepção sobre dependência de telas e estas poucas dicas de prevenção, se partir para escolher não ser uma pessoa dependente (logo, autônoma e dona de suas escolhas), estará fazendo uma grande diferença nesta aldeia global de alienados e limitados. |
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