Mundo online | Invasão do absurdo

Publicado em 01/08/2016

Perante as recentes divulgações de jogos on-lines que estão sendo rastreados pelo Governo Federal, por serem de extrema violência ao mundo infanto-juvenil, pergunto: Quem vai conseguir controlar o quê neste mundo on-line?

Quem de nós, que temos eletrônicos plugados na internet, seja para lazer ou trabalho, nunca precisou solicitar um técnico de T.I., para fazer algum reparo por causa de vírus? Esse mal entra em nossas casas sem que os convidemos, invadem nosso território de forma assustadora. Nestes dias, ao escrever um artigo, solicitei uma imagem em um site de busca, sobre hiperatividade, e apareceram várias imagens e sites fora do assunto que solicitei, como por exemplo fotos  de adolescentes meninas de seios de fora e meninos de pênis de fora, isso por ser vírus, ou qualquer outra ferramente a qual não temos controle. Mas o que quero dizer é que pensar que estamos garantindo proteção aos nossos filhos, é uma grande ilusão. Se o Governo Federal não consegue ter controle  dos desenhos animados que são veiculados na T.V. comercial ou pagas, imagine se vai conseguir controlar jogos on-line.

Cerca de 45% dos desenhos que veiculam na T.V. brasileira, não é identificada a procedência, ou seja,  o  país no qual foi produzido. Em pesquisa nacional, detectou-se que a cada hora de desenho animado na T.V. brasileira, aparecem 12 crimes com morte. Se a média de T.V. da criança brasileira é de 4,5h/dia, elas estão cultivando nas suas mentes um amplo imaginário de violência.

Agora é a vez de olhar para as redes sociais. Quem controla quem neste mundo sem dono. Podemos estar sendo plugado no nosso próprio DNA existencial sem que possamos nos defender de nossa privacidade. Sabemos do grande benefício das redes sociais, mas precisamos ver acontecer no país um marco regulador de proteção da individualidade e do direito ao sigilo. Para isso, precisamos avançar na criação dos conselhos municipais dos meios de comunicação social para aglutinarmos propostas construídas pela sociedade, com objetivo de oferecer ao governo federal indicativos de controle. Controlar no sentido de tornar viável a utilização das redes sociais com o respeito à cidadania.

Enquanto não temos o marco regulador, precisamos cuidar para a utilização das redes sociais de forma racional. Cada um, na sua medida, aprender a publicar e compartilhar questões que não adentre a privacidade, a intimidade pessoal e familiar.

De imediato eu só posso afirmar que todo pai e mãe em sã consciência do papel da paternidade e maternidade responsável, não deixarão os filhos diante da internet sem controle de carga horária. E sabendo onde estão navegando.

Lembre-se, crianças e adolescentes precisam de regras claras para aprender a transitar no processo de crescimento pessoal. 



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