Quando o amor termina em pílula

Publicado em 03/08/2016

Com o programa de planejamento familiar do governo brasileiro, anunciando a distribuição de pílulas anticoncepcionais e a redução dos preços delas em farmácias populares, desperta em mim a questão: o amor vai terminar em pílula?

Não quero abordar questões técnicas sobre os efeitos colaterais dos anticoncepcionais em forma de pílulas. Para ir mais longe nesta questão indico o site cenplafam.com.br 

Vamos pensar na forma em que termina um relacionamento conjugal, que nasceu de uma paixão, evoluiu para um grande amor e construiu sonhos de família feliz na forma do casamento no civil ou religioso, até cair nas garras da pílula anticoncepcional.

Com a necessidade de planejar a quantidade de filhos, tendo a saúde brasileira um olhar unilateral deste tipo de planejamento, a mulher passa a ficar escrava do “remédio”, pois é assim que a maioria das mulheres fala da pílula. Pensando sobre esta forma de dizer, podemos associar o remédio à algo que sirva para curar uma doença. Desta maneira, parece que a possibilidade de engravidar é uma doença, que filho é um grande mal. Nesta simbologia, o casal passa a conviver com um grande conflito no casamento: Filho é um presente decorrente da escolha do casal, ou é um sacrilégio?

  Toda bula de anticoncepcional, traz uma lista enorme de efeitos colaterais para a mulher. Seu desempenho físico e desejo sexual começam a entrar em comprometimento, e no casamento surge o distanciamento do casal para a vivência  do encontro corporal como expressão de amor conjugal. Hoje, segundo o presidente da Associação Brasileira de Medicina Clínica, as mulheres estão com um aumento significativo de problema cardíaco. E um dos fatores é o uso indiscriminado do anticoncepcional. 

  O casal, que desejava seguir fiel a uma conduta natural para a manutenção harmoniosa dos corpos na vida sexual, começa ver seus sonhos se distanciarem  do ideal que foi construído no namoro, de uma sexualidade com muita interação afetiva e prazerosa. Pois com a pílula, a mulher tem uma forte perda do desejo sexual.

Não seguir a onda, não deixar-se levar por caminhos aparentemente mais fáceis para se viver. Desafio para todos os casais em tempos de modernidade. Por isso, é preciso estar atento às escolhas e buscar recursos para realizar os sonhos de um casamento que cresça no Amor e que realmente irá valer a pena, e principalmente que gere Vida.

Escolhi junto com a minha esposa Maria Celina, o Planejamento Natural da Família através do Método da Ovulação Billings. Há 25 anos, nosso casamento está sendo construído pelo que escolhemos e não pelo que escolheram para nós. Hoje Maria Celina encontra-se na menopausa absoluta e podemos degustar da integração de nossos corpos de forma saudável e intensa. No decorrer destes anos planejamos três filhos, na qual soubemos o dia e local que foram fecundados. Eles foram fecundados por que assim desejamos. Nosso amor não esgotou com a pílula. Foi mais longe.

Se os médicos forem criteriosos ao prescrever pílula às mulheres, serão poucas as que de fato poderão utilizá-la, pois há mais efeitos colaterais do que os que trazem benefícios ao corpo da mulher. O casal que se torna escravo deste procedimento que aparentemente é moderno e altamente tecnológico verá seus anos de integração sexual e afetiva se definhando, com um sério risco do parceiro assistir a morte lenta, gradual e transitiva de sua digníssima amada.


Compartilhe:

 




Visitas: 16382

Entre em contato