Facismo, Nazismo, ”Trumpismo”

Publicado em 10/11/2016

A eleição do super empresário americano, Donald Trump, com uma diferença muito pequena de votos em relação à candidata Hillary Clinton, faz emergir uma grande interrogação na cabeça dos cidadãos de todas as nações, pelo menos daqueles que possuem um processo educacional com o mínimo de conhecimento da história mundial.

Hoje, tomando um cafezinho matinal na padaria, ouvi muitos comentários sobre a eleição de Trump. Alguns assustados, principalmente por serem fiéis telespectadores dos telejornais das TV’s comerciais brasileiras, que focam apenas as falas isoladas da disputa eleitoral entre Hillary e Trump. Ela, a mocinha boazinha e cidadã democrática. Ele, o vilão, lobo mal, com sangue nos olhos. Para uma minoria de brasileiros que buscam a notícia por fontes mais estruturadas, veem comentaristas financeiros e políticos de diferentes tendências e empresas de comunicação, parece que os argumentos em relação a postura dos dois candidatos incomodava tanto quanto. Hillary por parecer um fantoche de uma oligarquia americana que disfarçadamente se veste de bons mocinhos, abertos ao diálogo mas que no final das contas administram para manter as bonanças históricas dessa oligarquia,  enquanto em relação ao Trump, cujo discurso de intolerância religiosa, racial e social, principalmente em relação aos muçulmanos e latino americanos, fez esses brasileiros mais informados ficaram com um pé atrás. Pois seu discurso arrepia qualquer pessoa que conhece os estragos de um poder focado na proteção unilateral de seus compatriotas. Trump é o neo eminente de uma vertente evolutiva do Fascismo de Mussolini na Itália e do Nazismo de Hitler na Alemanha. Fenômenos recentes que ainda pagamos caro no contexto atual das políticas internacionais. 

De um lado e de outro, entre históricos sob suspeita tanto no desenvolvimento profissional, familiar e político, muitos especialistas apartaram com argumento de que está eleição americana configurou-se na pior da história dos EUA.

O futuro é incerto para cada um a cada dia, desde sempre esta é uma verdade que angustia a existência humana. Tanto angustia que faz-nos remeter sempre ao discurso que “no passado as coisas eram melhores”. Mas esta incerteza do amanhã nos remete à perdas que se quer imaginamos quais, de que de fato passaremos, e assim também carregamos outro sentimento que está diretamente associado às perdas futuras, que é a melancolia. 
 
Minha angustia (passada), é de imaginar que com Trump podemos estar ressuscitando pensamentos ditatoriais associados com a preservação da cultura, raça e patrimônio nacional da forma que foi o Fascismo e Nazismo. E a melancolia minha está associada com as perdas que podemos ter com a ascensão de algo que poderíamos chamar de “onda de Trumpismo”. Pura imaginação? Delírio? Se o "Trumpismo" for a somatória do Fascismo e do Nazismo passado, cuidado! pois este viria com o vigor do todo poderoso e bilionário Trump. Os dois pensamentos anteriores emergiram em situações de caos públicos para as duas nações (Itália e Alemanha) da época. Surgem como salvadores da pátria e com promessa de economia forte. Em Trump, o cenário é outro, há uma economia global frágil, mas uma economia local americana que não está no caos. Emerge um todo poderoso que não tem problemas financeiros e surge com uma forte promessa de provedor da nação americana contra toda possibilidade de crescimento do “mal”, entendendo o termo “mal” como tudo aquilo que não é criado, crescido e preparado nos EUA, tanto emocionalmente, culturalmente e religiosamente. 

Que minha fantasia de “Trumpismo” seja apenas um delírio pela angustia e melancolia. E que em Trump tenhamos mais um governo americano, nada mais do que um governo americano. Quem sabe ele seja um ursinho de pelúcia que a publicidade política tenha disfarçado de lobo mal. Quem sabe?!


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