O JOGO DA BALEIA AZUL – CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM RISCO DE VIDA

Publicado em 20/04/2017


Quanto mais temos acesso à tecnologia nossa vida fica melhor  por um lado, mas também traz outros agravantes.  Nada surge para facilitar a vida das pessoas que fique de graça. Onde há luz, com certeza formará sombra. E nos últimos dias surgiu uma novidade no mundo eletrônico: O jogo da Baleia Azul.

O jogo da Baleia Azul, segundo a polícia civil, surgiu na Rússia nos anos de 2015 a 2016. Segundo o presidente da Safernet, Thiago Tavares, o jogo foi um “Fake News” (notícia falsa) divulgada por um veículo de comunicação estatal da Rússia que se espalhou a partir de 2015. “Era um ‘Fake News’, mas existe um efeito que, sendo verdadeira ou não, a notícia gera um contágio, principalmente entre os jovens. O jogo não existia, mas com a grande repercussão da notícia, pode ter passado a existir”. Enfim, o fenômeno ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo, inclusive no Brasil, onde a polícia do estado do Mato Grosso identificou a morte de uma adolescente que estava relacionada com a prática deste jogo, assim também como outro caso na Paraíba e uma tentativa de suicídio no Rio de Janeiro. Ou seja, um coletivo de crianças e jovens unidos pelas mídias sociais (Facebook e Whatsaap), são estimulados de forma desafiadora a permanecer no jogo por meio do auto flagelo até chegar ao suicídio. A dinâmica do jogo é simples: adolescentes são convocados para grupos fechados no Facebook e no WhatsApp a fim de participar deste jogo, que consiste em cumprir 50 desafios pré-estabelecidos por curadores (os curadores normalmente são administradores do grupo. São pessoas que orientam os jogadores a cumprir as missões. Segundo a polícia, os perfis dos curadores em sua maioria são fakes, ou seja, são perfis falsos nas redes sociais). Entre as tarefas, estão mutilar os braços com facas, assistir filmes de terror na madrugada e, na tarefa final, cometer suicídio.

Não temos dúvidas do quanto os jogos eletrônicos e principalmente os que são disputados de forma online podem ajudar  na formação de crianças e jovens. A questão que está aterrorizando não são os jogos em si, mas sim a forma com que ocorre a evolução deles. Ao invés de somar na busca do conhecimento e desenvolvimento de potencialidades cognitivas estão, pelo contrario, fazendo crianças e adolescentes tornarem-se escravos e dependentes como também auto destruidores. 

Novamente temos um argumento mais que favorável para definirmos que a educação dos filhos está nas mãos dos pais e não de professores. Pois os professores ficam um curto período de tempo com seus alunos durante a semana. Assim cabe aos pais a capacidade de manusear os jogos eletrônicos e saber o que está contido naquilo que seus filhos estão jogando. É preciso inclusive jogar junto com o filho para se ter clareza da potencialidade cognitiva do jogo e se de fato vai trazer algum benefício à criança ou adolescente. 

Não basta dizer que os eletrônicos, celular, internet não fazem parte da realidade dos adultos, que esta tecnologia é da atual geração. É preciso sair da própria ignorância e ousar aprender, mesmo que não faça parte da geração digital. Ao identificar se o hábito para algum jogo está causando dependência ou se está trazendo algum malefício ao filho, o caminho é bloquear o uso de tal jogo. Incentivar o uso de outros com melhor qualidade para o processo educacional. 

Delimitar o quanto e quando manusear os jogos online ou qualquer outro jogo, principalmente porque os jogos tem uma capacidade incrível para viciar, fazer o jogador viciado. Jogos desafiadores são excelentes para tornar o usuário dependente, isso acontece nos esportes, no bingo, nos jogos de carta, etc. Pintou o elemento desafiador é preciso ter o manuseio da quantidade de uso. 

Quando os pais não controlam o tempo dos filhos de ficarem na internet durante os finais de semana de forma obcecada porque não estão estudando, começam abrir um campo para dependência. Este monitoramento deve ser contínuo, diário e só vale por 24h, a cada dia. Mas deve ser feito de forma participativa, com diálogo e afetividade. 

Sabemos que haverá momentos de tensão, principalmente quando os pais colocam o limite do “está na hora de parar” ou “este jogo não é para você”. Mas educar sem tensão é um desejo daqueles que acreditam em “contos da carochinha”. Ou daqueles que não querem trabalho. Na verdade só quem ama cuida. Cuidado é uma forma de agir dos pais que amam seus filhos.
 
A cada dia que passa os pais precisam conhecer mais, buscar mais conhecimento e não acreditarem que os filhos terão a capacidade de decidir por si mesmo enquanto forem crianças e adolescentes. Cada filho traça seu perfil e personalidade através de um processo evolutivo e construtivo. E este processo se dá pela participação ativa, presencial. Estes processos que estão no mercado ou nas redes sociais predispõem as crianças e adolescentes à morte, ao adoecer. 

Para se ter filhos melhores, que no futuro adulto deles tenham capacidade pra fazer escolhas conscientes e maduras, é preciso passar pela etapa do controle, da orientação e de estar juntos. Entram no mundo online e façam junto com seus filhos esta bela viagem que os sistemas digitas podem oferecer para o mundo do conhecimento. Assim, no lugar de velar pelo suicídio de um filho, poderá vibrar pelo sucesso educacional e profissional dele no futuro. 
Mas para que haja um futuro, é necessário que exista o presente. Seja presença neste presente do seu filho. 


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