SEXO E RELIGIÃO – ALGUMAS ESPECIFICIDADES

Publicado em 02/05/2017


Na sequência desta reflexão sobre sexo e religião ( leia o primeiro artigo "Sexo e Religião & suas diversas regras" ), tendo a mesma referência do pensador Norueguês Dag Oistein Endsjo, trazemos aqui algumas peculiaridades para as diferentes religiões: 

Para os judeus, na lei mosaica temos o conceito de Yichud, que se refere a necessidade de se manter afastados os sexos opostos. Mesmo que esta regra já não tenha tanta força assim entre os judeus espalhados pelo planeta, podemos identificar em Jerusalém ônibus específicos para homens e  mulheres para atender as necessidades dos judeus ultra ortodoxos, e se não há estes ônibus circulando em um determinado local ou momento, as mulheres devem ocupar os últimos lugares. 

Entre o grupo político hinduísta “hindu shiu shema” no Nepal,  há orientações turísticas para evitar a troca de beijos e carinhos entre pessoas de sexos diferentes em público. 

No Budismo, o fato dos homens olharem para as mulheres, mesmo que em  imagens é compreendido como ato sexual.

Entre os Muçulmanos adultos, mulheres devem estar bem cobertas e isso está associado à forma como a mulher é exaltada no Alcorão. Há regras diferenciadas conforme o grupo político religioso. É possível ver famílias em uma praia Europeia onde as mulheres estão cobertas e os homens vestidos com roupas de praia. No Irã, desde 1979 os homens também precisavam seguir as vestes comportadas, em 2009 milicianos do Hamas na Faixa de Gaza atacavam homens que passeavam na orla marítima com o dorso descoberto. 

Em algumas regiões conservadoras muçulmanas e hindus, dois homens podem andar de mãos dadas. Mas se for uma mulher e um homem solteiros o caso será julgado com conotação sexual. 

Os conselhos de Buda ao monge Sudinna refere à ideia de que o sexo pode conduzir a situações piores depois da morte, como: umbral, abismo, inferno. Em seu conselho Buda diz: “Seria melhor para ti se teu pênis ficasse engastado na boca de uma serpente venenosa.”(Endsjo,2014). 

Para os estudos de Dag Oistein, o Judaísmo, Islamismo e Hinduísmo são mais leves em contextualizar o sexo heterossexual. Já o Budismo e o Cristianismo apresentam muitas citações em seus textos de estrutura moral que apontam para a magnitude da abstinência sexual no processe de purificação da alma. 

Nestes breves relatos podemos observar que a moral sexual segue uma enorme variação de condutas conforme a religião praticada. Mas podemos constatar que em todas há uma doutrinação específica sobre a conduta sexual. Constato que o sexo pode trazer um prazer imediato e pontual, já a prática religiosa está sempre associada ao devir, daquilo que acreditamos, mas não podemos constatar e ou daquilo que vivenciamos como norma e que nos trará um prazer para o além, quem sabe a certeza do paraíso ou de uma vida pós-morte.

Assim, o sexo para todas as religiões pode significar uma ameaça de se tornar outra divindade, pelo caminho mais eficaz para o prazer imediato. Nas religiões, o prazer de se atingir o bem estar da alma está muito para o além. No sexo é aqui e agora. Posso estar enganado, mas as religiões tem perdido para as propostas do prazer imediato. As obsessões sexuais provenientes da ampla produção da pornografia no mundo tornou-se uma forte religião que angaria milhões de viciados. Até para alguns grupos temáticos como no Talibã, a condução para convencer um homem a se vestir na condição de “homem bomba” está associado com a questão sexual: Ganharão após a morte um coletivo de 132 mulheres no paraíso, conforme usam ou interpretam o alcorão, aí vai dar para fazer sexo a vontade. 


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