Jogos de ação predispõem jovens à depressão, esquizofrenia e alzheimer

Publicado em 28/08/2017

Em pesquisa desenvolvida pelo Psicólogo Greg West, da Universidade de Montreal / Canadá, detectou-se que jogos eletrônicos de ação, predispõem os jovens à Depressão, Esquizofrenia e Alzheimer. Segundo West, a pesquisa detectou que os jogadores habituais de jogos de ação têm menos massa cinzenta no hipocampo. O hipocampo é uma região no cérebro que atua na orientação espacial e na conversão da memória de curto prazo em memória de longo prazo. Quanto mais massa cinzenta no hipocampo, melhor a saúde do cérebro. No hipocampo há uma área conhecida como núcleo caudal que é como se fosse um piloto automático no sistema de recompensas e que nos ajuda a formar hábitos. Os jogos de ação ajudam a estimular este núcleo caudal e cerca de 85% dos jogadores confiam nesta parte do cérebro para navegar dentro do cérebro. O problema mora aí, quanto mais se utiliza o núcleo caudal, utiliza-se menos o hipocampo, resultando na atrofia do mesmo, por isso há a diminuição da massa cinzenta por diminuição do uso do hipocampo e consequentemente uma pré disposição para o desenvolvimento da Depressão, Esquizofrenia e Alzheimer.

Esta constatação já tinha na clínica infantil e da adolescência, por isso que sempre sou enfático em alertar aos pais para que controlem a carga horária dos filhos nos equipamentos eletrônicos. Os sintomas que chegam até a clínica psicológica são a depressão, procrastinação, perda de memória e de concentração e forte isolamento. Falta um referencial de busca para os jovens já em fase de escolha profissional, quando do término do segundo grau. Esta pesquisa é mais uma aliada para a clínica psicológica como apoio nas orientações que temos realizado aos pais. Sabemos que os pais só tomam atitude sobre os limites aos filhos quando eles entendem os mecanismos de destruição de determinada atitude ou hábitos dos mesmos, pena que isso começa a acontecer quando um filho já se encontra em sofrimento, quando há um sintoma que precisa ser tratado. Quando os pais decidem agir já com os sintomas instaurados, o processo é mais lento, pois já é um hábito incorporado que resiste em ser mudado por outros hábitos. Por isso que as crianças e adolescentes até agridem aos pais diante do controle que passam a exercer. Mas o início da mudança já é um passo na busca de solução.

Para os pais que ainda não estão vendo os filhos entrando em sintomas como os acima descritos, é melhor estarem atentos antes, agindo com prevenção. Pois é melhor prevenir do que remediar. A forma que incentivo os pais a verem um motivo para controlarem os filhos nos equipamentos eletrônicos, é fazendo as seguintes perguntas para eles: O que esperam de seus filhos? Que sejam Inteligentes, animados, desejosos e autônomos? Limitem os eletrônicos. Se quiserem que os filhos fiquem depressivos, isolados, sem ânimo para o futuro e desconcentrados? Deixem livres para fazerem o que eles bem quiserem. Pois tudo é certo, e tudo é errado. Depende da escolha que fizermos. 


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