Novembro azul, o mundo masculino revisitado

Publicado em 07/11/2018


Novembro chega azul, anunciando o verão. E os varões são convocados à reavaliação do exame de câncer próstata, para combater este mal que chega silenciosamente na vida de muitos homens, héteros ou homos. 

Mas precisamos ver a prevenção do público masculino para além das necessidades fisiológicas. É preciso parar para rever hábitos e costumes que estão colaborando para a decadência do espectro masculino na sociedade, como: 

1. Ostentação do machismo: A cultura machista é cultuada desde a educação infantil, onde se coloca os meninos em processo educacional mais livre e flexível do que as meninas. É comum muitas mães manterem os meninos numa postura de “reizinhos”, em que não fazem nada dentro de casa e podem sair com mais liberdade do que as meninas. Interessante é que, a cada 5 crianças com problemas de aprendizado na escola, quatro são meninos. Pra que estudar, já que no futuro assumirão a frente dos trabalhos, estarão ganhando mais que as mulheres na mesma função. Mas esta realidade está mudando, as meninas quando crescem, estão conquistando os primeiros lugares nos concursos e começam a se solidificar no mercado de trabalho. Hoje 50% da mão de obra empregada no planeta, está nas mãos de empreendedoras empresárias mulheres que empregam. 

2. Os homens estão apresentando alto índice de disfunção erétil e ejaculação precoce.   Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), no Brasil cerca de 30% do público masculino sofre com a disfunção erétil que está presente nos homens com faixa etária entre 40 a 69 anos, mas que também já alcançou o público mais jovem. Assim também como a ejaculação precoce que perturba 25% dos brasileiros. Somando estes dois índices, temos uma média alta de homens com sintomas de declínio na sua virilidade sexual (55%). Entretanto, o público masculino, na sua maioria, continua contando vantagens de potência sexual sobre as mulheres. 

3. Aumentou misteriosamente o número de homens com dependência em filmes pornográficos, a ponto de não conseguirem pontuar desejo diante da própria esposa/companheira, a qual convive no dia a dia. Só conseguem estímulo sexual com a pornografia. Com isso há um aumento vertiginoso dos profissionais do sexo através dos sites de acompanhantes. Este fator é um elemento que faz avançar a galope a impotência sexual masculina. Como dizem as más línguas: “quando um homem procura uma acompanhante profissional para satisfação sexual é porque ele já não está dando conta da própria parceira dentro de casa”. Ele paga para alguém vender a ilusão que é viril e potente, mas no fundo é um fracassado.

4. Diante destes e de muitos outros processos decadentes do mundo masculino, temos a crescente onda do “feminicídio”, que é a agressão dos homens às mulheres que torna o estado do Espírito Santo campeão em queixas e ocorrências de agressão à mulher. Este sintoma tem aumentado porque a mulher está ascendendo e construindo a sua autonomia, e o coletivo masculino está reagindo negativamente por inveja na forma de ataque. 

Por isso, que no mês de prevenção ao câncer de próstata, é melhor ampliarmos os horizontes de prevenção. Que cada homem e a sociedade como um todo possa provocar uma revisão de conceitos. É necessário ter a coragem de quebrar o paradigma de que “homem não chora”. Prefiro dizer que, tenho medo dos homens que não choram, estes podem ser irracionais e cruéis nos seus atos. 


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