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Quando o ano novo é uma ilusão

Publicado em 22/12/2023

Entra ano, sai ano e estamos aqui sempre celebrando o ano novo. Mas a pergunta que sempre fica é: Porque nos apegamos tanto a ideia de haver um novo ano?


Muitas podem ser as respostas: A sensação de alívio que nos dá quando sabemos que um ano vai terminar; ou a ideia de um novo que vai chegar, como se o novo fosse sempre melhor; ou a possibilidade de fazermos no novo ano tudo o que não conseguimos fazer no ano “velho”, aquele que passou; ou até mesmo a possibilidade de terminarmos um ano que possa ter sido muito ruim.


Porém, na dinâmica da vida, o tempo continua e não há diferença na virada de um ano para o outro. Ao virar o ano, as pessoas estarão da mesma forma que estavam, o clima continuará dando sua expressão conforme as previsões meteorológicas, as guerras continuarão, a política também manterá sua face corrupta, isto é, no dia seguinte ao primeiro do ano precisamos levantar da cama e continuar a viver.


O ano novo assim configurado, passa a ser uma ilusão criada pela nossa maravilhosa fantasia humana e potencializada pela sociedade de consumo que vive por datas celebrativas, que dentro de um ano consegue encaixar pelo menos um tema forte em cada mês para celebramos.


Entendemos aqui celebrar como, comprar, gastar, consumir. É o ciclo que fomos criados para viver neste processo de ocidentalização para justificar a produção, roda da engrenagem financeira.


Assim acabamos, sem nos dar conta, nos transformando em meros objetos, clientes do consumo. Deixamos de existir como pessoas e nos tornamos massa de manobra do consumismo. Nossas ilusões de sucesso, riqueza, felicidade, se dissolvem ao raiar do sol e nos colocam em pleno fracasso, vazio, angústias e temores.


Mas, se questionar com estas perguntas difíceis de responder e encontrar a melhor saída, já nos coloca em uma posição diferenciada do indivíduo na massa. A busca por respostas nos caracteriza como pessoas com individualidade, personalidade própria. Já nos coloca na possibilidade de identificarmos se estamos sendo movidos por ilusões ou não.


Diante desta reflexão, vem a última pergunta para este momento de ano novo: Vou entrar o ano sabendo quem sou, como estou e para onde estou caminhando?


Se encontrarmos respostas para estas três questões, aí sim poderemos ter clareza que o nosso ano novo não é uma ilusão que alguém colocou em nossa cabeça.


Que neste ano novo, você possa simplesmente entrar sabendo quem você é, como você está e para onde está caminhando.


E boa caminhada neste novo ano!


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