O Prazer Sexual, entre a fantasia e a realidade

Publicado em 29/09/2015

O Prazer Sexual, entre a fantasia e a realidade


    A formula mágica da alegria na vida conjugal ou em outras formas de estabelecimento de parceria sexual encontra-se em baixa. As disfunções sexuais são cada vez mais objeto de queixas nas múltiplas clínicas e especialidades médicas ou psicológicas. E os índices das disfunções sexuais apontam a constatação da queda do prazer sexual.
    Entre diferentes institutos que medem índices da disfunção sexual, quero resgatar dados de um órgão capixaba – ICAPES (Instituto Capixaba de Pesquisa Ensino e Serviços) que aponta a baixa do desejo sexual nas mulheres atingindo 32% delas e nos homens a disfunção erétil em 41,3%. Já para as mulheres, o ICAPES aponta que 21,3% delas revelam inadequação sexual na vida conjugal, e nos homens 18%.
    Para a pesquisadora Carmita Helena Najjar Abdo, autora do livro: Descobrimento Sexual do Brasil, editora Summus, 2004 – edição 1; a média de relação sexual por semana constatada entre mulheres de até 25 anos, é de 2,5 e nos homens na mesma faixa etária é de 3,6. Porém as mulheres até 25 anos desejariam ter em média 5,4 relações sexuais por semana e os homens 8,4.
    Para a faixa etária de 26 a 40 anos entre a média de relação sexual semanal realizada e desejada há uma diferença em quase 50% do real para a fantasia. As relações realizadas estão sempre na quantidade inferior às desejadas, e mantém-se nesta constância também entre 41 a 61 anos. Após os 61 anos para as mulheres não chega á uma por semana (0,9) sendo a desejada 2,5 e nos homens são realizadas 1,8 semanal para um desejo de 3,5.
    Ao analisarmos estes dados coletados em todo o Brasil de forma longitudinal, caímos na questão: será que o desejável é resultado de uma produção subjetiva midiática e o realizável é de fato o desempenho normal esperado para a fisiologia humana? Ou será mesmo que o prazer sexual está em queda na comparação dos índices desejados com os realizados?
    Se formos resultados de publicidade, prevalece à frustração entre aquilo que se deseja (o esperado) com aquilo que realmente acontece, pairando a sensação de que algo está errado, gerando nos parceiros aquela sensação de que há algo fora de lugar.
    Se o desempenho sexual que as pesquisas mostram, for o normal conforme aquilo que é realmente praticado, estamos sendo invadidos por mensagens subliminares que coloca-nos com fantasia  inatingível à realidade, levando-nos constantemente a não valorizar de fato aquilo que é vivenciado.
    Neste dilema do que somos ou do que fazem de nós ou nos sujeitamos que façam, não tenho dúvidas que o resultado são as disfunções, que conforme dados do início deste artigo chegam a atingir 70% dos homens e mulheres.
    A fórmula da felicidade, que durante anos parecia estar próxima da percepção no ato sexual e no prazer que dele emana, com certeza terá que achar outro lugar  ou olhar. Pois a felicidade no prazer sexual parece ter virado uma “lua de fel”.


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