O Poder da Escolha

Publicado em 06/10/2015


Escolher é uma forma de poder. Saber que faremos algo que podemos escolher a partir do nosso próprio desejo, é muito saudável à mente. Triste mesmo é fazer algo que outro escolheu por nós, principalmente quando nos tornamos adultos. Pois ser adulto, é estar livre para fazer escolhas.

Esta reflexão serve em todos os sentidos e lugares. Na política, quando votamos em um candidato porque escolhemos conscientemente por ele, e depois de eleito se ele fizer algo que desagrade a minha escolha, saberei que escolhi em sã consciência e procurarei acertar em uma próxima escolha. Porém, se escolho um candidato por favores, ai não tenho nem que reclamar dos possíveis erros dele lá na frente. Torno-me um escravo do favor.

Ao escolher a esposa, ou o marido, os casais sabem os motivos que os levaram a escolher e por isto têm consciência das consequências destas escolhas. Tempos atrás, uma senhora reclamava comigo que quando casou com seu marido, ele era um “doce”, e no dia seguinte após o casamento ele virou um “demônio”. Perguntei para ela se no namoro ela não tinha percebido algum comportamento estranho nele, e ela revelou que por algumas ocasiões ele tinha sido agressivo com ela no namoro, mas ela relevou que estava apaixonada por ele. Desta forma ao resgatar a história, esta senhora saiu do “muro das lamentações” e procurou agir para que sua escolha desse resultado positivo, e assim procurou ajuda.

Partilhando a minha escolha

Mas de todas as escolhas, das que mais trouxe alegria para mim, foi ter escolhido livremente  ao casamento, que me projetou para a vivência da construção de uma família; e ter nesta escolha, podido escolher os três filhos junto com minha esposa. A maior alegria  ainda, é de ter podido escolher o dia, hora e local para fecunda-los. Esta escolha trás em minha vida paterna uma enorme alegria de saber que os filhos gerados em parceria com a Celina, carregam dentro deles a marca da vitória pela vida plenamente desejada. E agora, ainda cedo na vida destes filhos, já posso observar neles  uma auto-estima positiva e um irradiar felicidade. Como é bom ver os filhos bem. Como é melhor ainda ter podido escolher filhos, e como é maravilhoso escolher fazer família em uma sociedade que insiste que a família morreu e que filho é problema. Estes, que insistem na morte, estão colhendo tristezas, melancolias. Prefiro continuar com a minha escolha pela vida degustando o prazer de estar com Celina e a felicidade de cuidar de Samuel Iauany, Davi Taynã e Hélder Monacô, na certeza que um dia poderão seguir o caminho que eles mesmos traçarem e na esperança que sejam fiéis a Deus e construtores da paz

          Com este princípio da escolha, podemos ter a clareza de que não existe o certo e não existe o errado. Existe sim a escolha. O certo passa a ser aquilo que escolhi. Neste sentido não podemos ficar questionando se o comportamento ou atitude do outro é certa ou errada, pois depende da escolha que fez para a própria vida. 

Lógico que no coletivo, nossas escolhas pessoais estarão intrinsecamente ligadas às exigências do coletivo, das regras sociais. Aqui entra o elemento moral, da vivência das regras do coletivo e sua ética, do exercício da regra. Assim, podemos entender que em muitos aspectos da vida, temos que viver o que não escolhemos, principalmente quando se trata do coletivo, mas com certeza muitas das atitudes pessoais  que só dependem de nós mesmos, terá esta vertente da escolha como o elemento definidor de nossa posição plena ou não sobre elas.


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