De Assis à Calcutá – A esperança tem nome.

Publicado em 16/10/2015


                                                        

Francisco de Assis  por volta dos anos 1182 a 1223, já incomodava a sociedade da sua época centrada no Feudalismo italiano, onde havia acentuada miséria para um número reduzido de afortunados. Teresa de Calcutá, mulher de nossos tempos, viveu na Índia junto a sociedade neoliberal onde também há um  acentuado processo de miséria entre os países do 3º mundo, para um pequeno número de países ricos.

Ambos, Francisco e Teresa confrontaram com realidades semelhantes em épocas diferentes. Incomodaram-se diante da realidade caótica de seus tempos e partiram para incomodar as autoridades de suas épocas. Francisco, questionando o poder Eclesiástico, na época ostentado pela relação  com o poder do Estado; e Teresa, interferindo diretamente nas políticas públicas de seu país e na questão dos direitos humanos internacional, o que lhe valeu o Nobel da Paz de 1979.

A santidade, reconhecida de ambos pela Igreja Católica, é respeitada universalmente. Parece que são Santos de todos. Aglutinam em si o ecumenismo ou a pluralidade religiosa. Conversando com um pastor esta semana sobre o processo de santificação de Teresa de Calcutá, o mesmo dizia ter profunda admiração por Teresa, pela sua espiritualidade transcendente e sua ação concreta na realidade. Tempos atrás, encontrei-me com um grupo ecológico, cuja entidade leva o nome de São Francisco de Assis, e por incrível que pareça, este grupo é de uma Igreja que professa o Espiritismo; um dos seus membros dizia “Francisco é de todos”.

Para Francisco de Assis, “enquanto houver uma árvore a florir; um riacho a correr e uma criança a sorrir, haverá esperança”; e para Teresa de Calcutá, todos os ventres devem ser fecundos e aos casais o direito de uma escolha livre para o planejamento natural da família. Nesta semelhança ecológica sabemos da grande luta de Francisco na busca de sintonizar o ser humano, com a natureza,  como ecologia que parte de dentro do ser humano para fora, por isto a necessidade de dar vida aos famintos para que estes possam existir na ecologia do corpo. Para Teresa de Calcutá, em meio a tanta pobreza, ensinava o Método de Ovulação Billings (instrumento do Planejamento Natural da Família) para casais que se aproximavam dela, com o intuito de preservar o principal alicerce da família – o casal.

Até então, eu caminhava com meu santo, que dizia ser meu padroeiro e santo forte: Francisco de Assis. Agora passo também trazer para dentro de mim uma padroeira – uma santa forte: Teresa de Calcutá. Agora sim, a esperança tem nome de homem e de mulher. Personagens reais de uma história que ainda está começando e tem destino certo: A felicidade e integração de todos os povos, cada um na sua cultura, mas solidários em um mesmo planeta.


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