A banda broxa do povo brasileiro

Publicado em 07/01/2016


Estou de férias, e neste ano resolvi ficar em casa. Mas no fundo do meu quintal, há 12 Km tenho uma praia de 50 Kms de extensão . É a praia de Guriri-ES. Este texto nasce no contexto de ter que enfrentar fila de caixa eletrônico para sacar dinheiro. É que nesta ilha, alguns estabelecimentos comerciais não estão aceitando cartão de débito ou crédito , pois são tarifados em mais de 4% em cada transição. Enfim, é quase o fim do mundo mesmo. Mas esta é também a realidade em Florianópolis- SC, onde já fiz turismo lá e passei pelo mesmo constrangimento.

Mas o contexto surge neste texto, quando uma senhora teve que ir para o último lugar da fila por que ninguém do caixa eletrônico , na farmácia onde estava o caixa eletrônico aceitou que a senhora furasse fila. Mas esta senhora tem mais de 70 anos. Cheguei depois dela que estava por último, e ai me disse que na cidade dela as coisas eram diferentes. Disse a ela que nem sempre, pois naquela fila havia gente de muitas cidades e menos de São Mateus-ES onde fica a Ilha de GURIRI. Ali estavam pessoas de pelo menos dez cidades diferentes. A cena assim caracteriza pela realidade chocante do comportamento broxante deste nosso povo brasileiro. Idoso não tem de fato nenhuma prioridade em lugar algum. Pelo menos neste nosso Brasil que pretende ser considerado país.

Mas este Banco do Brasil ninguém merece. Na Ilha de Guriri-ES  já residem  30 mil pessoas e no verão recebe pelo menos mais 150 mil, e não existe uma agência do banco do Brasil. É mole!!

Mas o pior é que também na fila de um caixa eletrônico, só que no BB e no dia posterior, agora em São Mateus-ES que já possui uma população de aproximadamente 120 mil habitantes, e só tem uma agência do BB. Estava no caixa eletrônico para sacar folhas de cheques. De apenas duas máquinas para esta operação, uma só estava funcionando. Mas nela havia um senhor idoso com uma pilha de pelo menos 50 contas para serem pagas neste caixa. E a fila ia aumentando e ele não estava nem aí para as pessoas na fila. Direito dele, sim. Mas exercício ético no coletivo zero.

E sabe  o que o descarado do funcionário argumentou comigo sobre o caos dos serviços oferecidos pelo BB nesta cidade? Que a movimentação financeira na cidade era pequena e não justificava investir na melhoria dos serviços. Nossa, são funcionários que ao longo de seus 30 anos de carreira sairão com LER ou estressados, e ainda ficam falando estas mentiras ao povo. Mas é povo também.

A leitura que faço disto tudo, nestes simples fragmentos de vivência, é que vivemos em um país de um povo brasileiro broxante, que elege gente broxante para os cargos políticos e reproduzem comportamentos broxantes. Depois é mais fácil dizer que o problema está na Dilma.


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