A caminhada terapêutica

Publicado em 07/03/2016

A chegada do final de semana anuncia a possibilidade de uma boa caminhada na praia. Faça calor ou frio, a praia é sempre convidativa à caminhada. 
Entre a “castanheira” e o Projeto Tamar, com um caminhar descomprometido de necessidade esportiva, entre ida e vinda, aproximadamente 60 minutos voam, e mais parece 5 minutos. 
Desde apreciar o ciclo das ondas, “vai e vem”, muito parecido com o ciclo da vida onde passado, presente e futuro estão em constante processo na mente humana, “Quem não tem coragem de ver o passado, tem dificuldade de encarar o futuro”. Pessoas livres e desprovidas da necessidade de se preocuparem com o que vestir, os corpos seminus, sem o apelativo sexual estar em evidência. Amigos que cruzamos e trocamos rápidas ou longas conversas, outros que habituamos a observar por terem na caminhada praiana um hábito, ou quase um vício; desde escritores que parecem buscar novas inspirações até empresários que podem ver na imensidão do mar, fonte para o empreendedorismo.  
Tem a galera do Surf, muita moçada buscando alguma adrenalina, um convite a mantermos sempre a jovialidade dentro de nós. 
No trajeto, um borbulhar de projetos surgem do nada. Parece que só ao colocar os pés na areia da praia, o ambiente de liberdade faz-me aflorar projeções futurísticas, revisão de procedimentos históricos, desejos de viver plenamente a natureza. 
Dos muitos projetos que já transformei em realidade, os principais dos últimos 10 anos de minha vida, foram gestados nas caminhadas da Praia de Guriri. Posso enumerar alguns: livro Prazer sexual na vida conjugal; projetos sociais como o que recém lancei “Cidadão Bioético”; o meu primeiro livro infantil “Festa na Praia, Alegria no Mar”; e muitos outros. Inclusive um romance sócio crítico, que já está todo formatado no meu pensamento e que a cada caminhada na praia surge a revitalização da história e o forte impulso de começar a escrevê-lo. 
Na praia de Guriri, a imaginação fica fértil e se incomoda quando depara-se com cidadãos  que conseguem ficar mais de anos sem ver o mar mesmo residindo perto dele. O incomodo não está pela opção das pessoas que dizem não ter tempo de ir ao mar, mas sim na justificativa da falta de tempo. Que tempo é este, que restringe a possibilidade de evitar o uso de um ansiolítico  ou antidepressivo, pela pílula da alegria que é natural, esta santa caminhada na praia ?
Se para o pescador, navegar é preciso, para o escritor, caminhar é imprescindível, ao lado do mar. Pois estas caminhadas, mais que relaxar, nos faz voar.    
Mas para quem não mora perto da praia, há muitas possibilidades de colocar a mente a navegar, que são os bosques, estradas rurais, avenidas arborizadas e até ao redor de seu bairro ou em uma praça pública. Em todas as cidades você pode encontrar um espaço para uma caminhada terapêutica.  


Compartilhe:

 




Visitas: 125

Entre em contato