ODE À CHIARA LUBICH

Publicado em 14/03/2016

Quem é esta peregrina que caminhou pelos seus 88 anos semeando o amor, pregando a paz entre os povos e nações?

É ela, Chiara Lubich, nascida na cidade de Trento em 22 de janeiro de 1920 e aos 23 anos de idade funda o movimento dos Focolares ( Obra de Maria). Ela e outras jovens em pleno período de guerra na Itália, diante do sofrimento decorrente da insanidade humana e das carestias e todas as mazelas deste período, escolhe viver à luz do Evangelho o “radicalismo do amor”. Assim, foram 65 anos de caminho na construção de uma forma de viver que foi se configurando no Movimento dos Focolares, onde o principal carisma é viver a unidade em Cristo, pelo amor ao próximo na construção da paz entre os povos e nações.

Chiara agora tem seu dia cravado na história, 14 de março, que é o dia em que Chiara  deixa-nos para a casa do Pai. Hoje é reconhecida como serva de Deus pelo Vaticano, e com certeza dentre em breve este dia 14 de março será celebrado como o dia da Santa Chiara Lubich.

Seu legado foi ter se tornado uma “apóstola do diálogo” ecumênico, inter-religioso e com pessoas de convicções não religiosas. Ela embasou este dom do diálogo a partir da pessoa de Jesus que pede ao Pai “que todos sejam um” (Jo 17,21). Por isso percorreu o mundo falando do amor e encontrando o elo de unidade entre todas as religiões a partir de identificação que há em cada uma delas, que é o que denominou a “regra de ouro” de cada religião. Identificou o maior motivo de aproximação ao diálogo entre Cristãos, Hinduístas, Mulçumanos, Judeus, Budistas, Espiritualistas, Holísticos e ateus. A regra de ouro em comum que é a prática do amor mútuo. Com esta linguagem também chegou a chefes de nações para lembrá-los da regra de ouro do amor que está contido em cada governante que busca o bem estar de sua nação, o maior de todo bem estar público é a Paz.

Mas o amor mútuo, passa necessariamente pela justiça. Uma justiça que é a prática da equidade social. Nações em que cada cidadão possa ter sua dignidade de direitos garantida. Paz mundial que passa pela eliminação das diferenças sociais no exercício do bem comum. Fator este relevante no Movimento dos Focolares que é a busca pela “Construção da civilização do amor” e neste ponto o movimento desenvolve ações concretas de solidariedade tendo como um dos ícones de trabalho e “Economia de Comunhão”. Assim, viver o amor não apenas como um devaneio de apaixonados, mas sim como cidadãos que se envolvem na política, na economia, no mundo do trabalho e da justiça. Pessoas novas para uma nova civilização.

Chiara nos deixa o Movimento dos Focolares para que “todos seria o nosso horizonte: a unidade, a razão de nossa vida (...) para fazer emergir dela o caminho rumo a fraternidade universal” ( 12/09/2004)


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