“O prefeito queria economizar e contratou o psicopedagogo porque fazia o serviço de dois”

Publicado em 06/04/2015

Dizem as más línguas, que um prefeito de uma dessas cidades do interior brasileiro, pensando em fazer economia, ao se deparar com os profissionais de saúde e da educação solicitando a contratação de psicólogos e pedagogos, resolveu matar o problema e ao mesmo tempo economizar a verba pública, contratando uma psicopedagoga. Ao ser questionado pelo motivo da contratação, o prefeito argumentou que era pelo fato desta tal psicopedagoga fazer a vez da psicóloga e da pedagoga.
Ignorância do prefeito à parte é uma verdade na prática da educação em si, pois quando emergiu a psicopedagogia no Brasil, nos anos de 1980, muita gente ficou confuso pois não se sabia ao certo quem era o que, psicóloga que havia virado pedagoga ou a pedagoga que havia virado psicóloga.

Até hoje vemos psicopedagogos querendo fazer a clínica psicológica e psicólogo achando que dá conta das atividades de um pedagogo. Uma confusão que tem seu motivo no princípio da própria história da psicopedagogia no Brasil, por não ter um curso de graduação reconhecido e não ser uma profissão legalizada na forma do Conselho Federal.

Assim, a psicopedagogia entrou como cursos de extensão ou especialização onde aceita-se todo tipo de profissionais de diferentes áreas que acabam na prática trocando os pés pelas mãos.

O Conselho Federal de Psicologia resolveu esta questão transformando a psicopedagogia em uma especialidade do exercício profissional que é diferente da psicologia escolar, que também é uma especialidade.

Para o exercício da psicopedagogia por parte do psicólogo, temos a ênfase da leitura psicológica do indivíduo, porém com atividades direcionadas no campo da estimulação ao aprendizado cognitivo. Já, por parte dos pedagogos, há uma abordagem mais institucional que ajuda muito a pedagoga fazer a leitura dos aspectos psicológicos, porém com mais ênfase nas estruturas do aprendizado do que emocionais.

Saber delimitar estes limites é um exercício que requer também uma postura ética no exercício profissional, de saber aquilo que pertence à uma profissão e aquilo que pertence à outra. Tudo bem que tem gente que defenda o fazer de tudo um pouco, como acreditou o prefeito quando achou que até economizaria financeiramente. Mas é preciso ter a percepção das diferentes intervenções, pois quando um pedagogo atende em uma clínica crianças com as técnicas psicopedagógicas querendo tratar distúrbios comportamentais, estará vendendo uma falsa imagem clínica e enganando muitos pais que acreditam que o tratamento esta sendo realizado. Há pais que pensam até que aquele profissional é um psicólogo. Assim também quando o psicólogo é um super homem/mulher que acredita que vai dar conta da pedagogia específica do aprendizado.




Gerson Abarca



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Comentário de em 29/09/2005
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