Os primeiros brinquedos do bebê

Publicado em 27/04/2016

     Depois dos seios o bebê com seu crescimento estabelece relação com o mundo no brincar com outros objetos, sendo que seu primeiro objeto de brincar era o seio materno. Transfere seu brincar para a chupeta e a fraldinha de pano, muitas vezes um bichinho de pelúcia. Na verdade, as mães parecem estar dotadas de uma sabedoria educacional de vínculo que é incrível. Elas colocam a chupeta na boca do bebê, para provocar um aprendizado de espera maior para a amamentação, sabe que se não educar o bebê ele fica mal acostumado. Assim, a chupeta passa a ser um substituto temporário dos seios, e o bebê consegue se vincular a este novo objeto com tranquilidade, uma forma lúdica de entender esta espera pelo peito. Nas noites em que o bebê começa ter um sono mais espaçado, as mães tendem a colocar a fraldinha ou bichos de pelúcia, que vai dando a sensação no bebê de acolhida, como se alguém estivesse ao lado dele, já inicia quase que uma brincadeira do objeto imaginário. Algumas mães mais criativas colocam objetos que se movem no teto bem acima do rosto do bebê, aos poucos ele consegue ir se identificando com estes objetos e passa a utilizá-los como um bom passa tempo. Nestes objetos que são introduzidos no mundo do bebê, temos a configuração de sua primeira brinquedoteca (chupetas, fraldinhas, bichos de pelúcia, dobraduras no teto, etc.). Mas ainda o mais valioso de todos é sempre as mãos, os braços, a fala e sorriso de quem está por perto. Mas sabemos que esta presença de alguém por perto não dá para ser por vinte quatro horas diárias. Toda mãe tem outros afazeres. Deixar o bebê sozinho envolto no seu brincar com seus objetos mais diretos, é uma boa maneira de ajudá-lo a aprender ficar só. Desde cedo, a criança aprende a ter sua particularidade e individualidade. Por isto que os brinquedos, cuja sabedoria das mães aprendidas por histórias contadas e até pela própria história revitalizada no processo regressivo com seu bebê (ela também retorna a sua vida de bebê), vão potencializar a criança criativa. Nos primeiros brinquedos vemos com clareza os objetos transacionais que proporcionam a possibilidade da criança ir se desapegando da mãe.

      Estes primeiros brinquedos ficam comprometidos quando a mãe se coloca de forma muito profilática, atuando com a criança de forma higiênica ou técnica. Não coloca a chupeta por que vai entortar a dentição da criança, não coloca bichos de pelúcia por causa dos ácaros, dobraduras no teto poderá deixar o bebê estrábico, e uma série de restrições quase que compulsiva que dificultará a criança a estabelecer o processo de separação, consequentemente estará se instaurando um vínculo de simbiose em que nem a criança e nem a mãe crescem.


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